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Publicado em: 03/03/2010

 

Demência na Doença de Parkinson

 

 




Muito conhecida entre a população em geral, a Doença de Parkinson atinge aproximadamente 0,1% da população em geral e até 1% dos indivíduos com idade acima de 65 anos. A tríade de sintomas que caracteriza a doença é composta por bradicinesia (dificuldade de iniciar movimentos, lentidão e pobreza dos movimentos), rigidez e tremor. Ao contrário do que imaginava James Parkinson em seu relato inicial acerca da doença, atualmente já se sabe que a doença pode se associar a déficits cognitivos e, em muitos casos, demência.

Embora não haja consenso sobre a incidência de demência em portadores de Doença de Parkinson, esta condição pode afetar grande parte dos portadores. Diferentemente do observado na Doença de Alzheimer (degeneração cortical), a degeneração observada na demência na Doença de Parkinson é do tipo subcortical. Assim como ocorre em outras demências subcorticais, observa-se alentecimento cognitivo associado a dificuldades para manipular material, formar e flexibilizar conceitos (déficit de funções executivas). Comumente se observa apatia ou depressão. Déficits clássicos em doenças corticais, como dismnésia, afasia, agnosia ou apraxia são menos freqüentes.

Como se pode perceber, apesar de existirem dados até certo ponto imprecisos, a demência na Doença de Parkinson pode afetar grande parte dos portadores desta condição. Portanto, grande atenção deve ser dada a sintomas cognitivos manifestados por indivíduos acometidos pela Doença de Parkinson, uma vez que alentecimento e déficit de funções executivas podem ser mais difíceis de perceber que dismnésia ou disfluência, dificultando o diagnóstico ainda em estágios incipientes.

 

 


 

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